Meus amados irmãos e demais vistantes desse blog. Falar sobre música na igrea hoje torna-se um assunto complexo devido as diversas visões de lideranças que, muitas vezes, preocupam-se mais em fazer a vontade do povo do que seguir os padrões verdadeiramente cristãos hoje tão banalizados principalmente no meio da música.
Vivemos hoje um momento regado de preconceitos de movimentos onde temos os grupos denominados tradicionais e grupos denominados renovados (além de outros que não se encaixam em lugar nenhum). De um lado os tradicionais que não abrem mão de novas formas de expressão em seus cultos, cercados de preconceitos com instrumentos, formas musicais e outros. Do outro lado temos os ditos renovados que se autoproclamam isentos de pensamento preconceituoso, mas que na prática, atacam e condenam o uso de hinários, coros e outras formas de arte tão valorizadas nos cultos tradicionais, mostrando também que os ditos renovados não estão excluídos dos grupos preconceituosos que tanto atacam.
É importante observar que o preconceito, normalmente, parte da liderança da igreja local ou congregação. Para ilustrar isso eu pessoalmente posso testemunhar o que ouvi de um pastor em uma igreja. Esse pastor expôs para mim afirmações como: regência é uma coisa totalmente utrapassada; canto mais da metade do cantor cristão de cór (pouco para uma pessoa que teve a vida toda ativa em uma igreja batista, mas vamos lá) e digo que há relíquias que deveriam ser admiradas apenas em um museu (em uma conversa onde questionava a falta dos hinos e outras formas de arte nos cultos daquela igreja), dentre outras afirmações que não valem nem mesmo a pena serem colocadas aqui neste blog.
Um dos grandes problemas que vejo é que as lideranças (pastores) e a própria igreja enxerga o Ministro de Música apenas como uma pessoa contratada para cuidar da área da música. Esquecem-se de que, antes de tudo, o Ministro de Música também é um adorador, e é através da regência congregacional, da regência coral, que o Ministro de Música adora ao nosso Deus. Tal como temos irmãos que adoram a Deus com suas músicas especiais, o Ministro de Música adora a Deus com sua regência e seu trabalho dedicados a Ele. Quantas vezes presenciei manifestações públicas por parte de irmãos do tipo: irmão, como Deus me tocou através da sua regência. Os que questionam e colocam algumas formas de arte como antiquadas, certamente o fazem por uma posição preconceituosa onde o seu gosto pessoal impera sobre aquilo que é benéfico para toda uma igreja ou congregação.
E levados por esse movimento preconceituoso, temos hoje cultos sem nenhuma expressão artística, regados de cânticos vazios de letra, onde o ser humano e seus problemas passam a ser o motivo principal dessas letras, praticamente letras de auto-ajuda, e os hinos que falam do amor de Deus, da soberania de Deus, de tantos temas sempre direcionados para Deus (motivo e alvo da nossa adoração) e não para o ser humano, ficam esquecidos. Isso, nossos hinários foram respingados por esta tendência reducionista, como afirma nosso amado Pastor Nelson Bomilcar em um de seus artigos no seu site, e hoje vivemos total desprezo por nossas igrejas desses hinos que são verdadeiramente edificantes e, como o próprio Pastor Nelson Bomilcar diz, "compostos por gente de Deus séria e inspirada".
Mas o que seria um culto equilibrado e sem uma visão preconceituosa? Certamente seria um culto onde todas as manifestações equilibradas de arte (porque nossos cultos também tem que ser com ordem) possam estar inseridas nele. Assim teremos os hinos regidos, os coros, os cânticos espirituais com os ministérios de louvor, a coreografia, tudo encaixado, equilibrado para a honra e a glória do nosso Deus. Expressões como acho antiquado, ultrapassado, ou não gosto disso ou daquilo não cabem em lideranças e igrejas que querem realmente louvar ao Senhor com arte. Interessante que vivemos hoje um momento de valorização da música erudita pelo mundo, com uma grande movimentação das orquestras no Brasil, e nossas igrejas vemos justamente um esvaziamento dessas expressões artísticas.
E como consequência disso, temos hoje letras vazias e formas estranhas de culto, bombardeando nossos membros com mensagens vazias de conteúdo bíblico, juntamente com uma liderança que procura fazer aquilo que o povo quer e não aquilo que a bíblia ensina, contribuido para a formação de crentes vazios e cheios de não me toques.
Uma vez ouvi de um pastor que o ministério de louvor (nome dado as equipes de louvor que atuam nos cultos) é local de oportunidade e realização pessoal principalmente dos jovens da igreja. Meus irmãos, onde está escrito isso na Bíblia? Ministério de louvor e local de gente consagrada e de pessoas comprometidas com o evangelho, para difundir a palavra de Deus através da música e não um local de oportunidade.
Mas não vamos entrar nesse assunto agora pois será alvo de um estudo bíblico sobre o mesmo.
Mas que fique essa mensagem nos seus corações e que possamos refletir para que nossos cultos possam ser cada vez mais edificantes.
Com amor,
MM Sylas Motta
